o
O grupo Jayme da Costa teve a sua génese com a constituição da empresa Jayme da Costa – Mecânica e Electricidade S.A. (doravante sociedade) fundada em 1916, por Artur Augusto dos Santos, Joaquim Mendes da Costa e Artur Martins Nogueira, inicialmente com a denominação social de “Santos, Costa & Nogueira, Lda.”. Tinha sede na Rua dos Correeiros, nº 14 – 20, Lisboa e a sua actividade consistia no fabrico e comercialização de equipamento eléctrico de baixa e média tensão, motores e outros equipamentos industriais.
Em 3 de Abril de 1916, entra para a sociedade o sócio Jayme da Costa, que viria a desempenhar um papel preponderante no desenvolvimento da sociedade. Em 6 de Julho de 1918, a denominação social é alterada para “Jayme da Costa, Limitada”.-
Em 12 de Agosto de 1921, no seguimento do crescimento da actividade, é criada uma sociedade no Porto, na Rua Trinta e Um de Janeiro, nº 110, com a denominação social de “Jayme da Costa & Companhia, Limitada”, sendo a sócia maioritária a sociedade “Jayme da Costa, Limitada”. Em 15 de Agosto de 1927, a participada sedeadano Porto – “Jayme da Costa & Companhia, Limitada” – é incorporada na empresa-mãe.
Em 28 de Agosto de 1972, a “Jayme da Costa, Limitada” é transformada em sociedade anónima, adoptando a denominação que perdura até hoje – “Jayme da Costa – Mecânica e Electricidade, SA”.
-
-
o
Desde cedo a Sociedade se impôs no mercado pela qualidade dos seus produtos e das suas soluções, tendo sido um dos principais fornecedores na electrificação do país. Com frequência se encontram equipamentos da Sociedade espalhados pelo país.
A qualidade dos seus recursos humanos foi um factor fundamental para o crescimento e expansão da empresa. Alguns dos manuais de instalação, operação e manutenção de equipamentos e motores eléctricos, desenvolvidos pela Sociedade eram utilizados na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.
Até à independência das ex-províncias ultramarinas, a Sociedade teve instalações fabris em Angola e Moçambique.
Após a revolução de Abril de 1974, que levou à queda do anterior regime e democratização e apesar da instabilidade social, natural nestes processos, a Sociedade prosseguiu a sua estratégia de desenvolvimento. Continuava a ser um dos mais importantes fornecedores das companhias de electricidade nacionais, agrupadas na actual EDP – Energias de Portugal. No entanto, na primeira metade da década de 80, a situação económica do país era bastante gravosa. Diversos ajustamentos se tornaram necessários, inclusive a intervenção do Fundo Monetário Internacional, impondo políticas muito restritivas, quer ao nível das finanças públicas, quer ao nível do rendimento disponível das famílias.
Nesta altura, a Sociedade entrou num processo de declínio progressivo do volume de negócios e da rentabilidade. Até finais de 1988, a Sociedade acumulou prejuízos, decorrentes de uma estrutura desajustada face à actividade, e passivo, nomeadamente com trabalhadores, fornecedores, bancos, segurança social e Estado.




o
Em 1989, o capital da Sociedade foi alienado a um conjunto de investidores que acreditavam, face às perspectivas de desenvolvimento da economia nacional e aos activos intangíveis da Sociedade, ser possível recuperar a empresa. Renovou-se a equipa dirigente da Sociedade, encetaram-se um conjunto de passos com vista a adaptar a estrutura da empresa às suas necessidades, quer ao nível dos recursos humanos, quer ao nível das instalações fabris, comerciais e administrativas.
Iniciou-se um processo de renegociação de todo o passivo da empresa, hoje completamente saldado. Alguns imóveis foram dados em pagamento de financiamentos bancários. A actividade fabril foi concentrada num único imóvel, a actual sede social, em Grijó, Vila Nova de Gaia. Em Lisboa manteve-se um escritório de representação comercial.
Foram reatadas as relações com a EDP – Energias de Portugal, na altura o principal cliente. Encetaram-se um conjunto de melhorias na linha de produtos, com o objectivo de adequar a oferta às necessidades do mercado. Alguns produtos foram abandonados. Iniciou-se, também, um processo de certificação de toda a gama de produtos, segundo as normas electrotécnicas internacionais e as normas nacionais definidas pela EDP. Hoje toda a gama de produtos se encontra certificada.
Concretizou-se uma aposta na prestação de serviços, em particular em áreas onde a Sociedade ao longo dos anos foi acumulando know-how. A aposta nas energias renováveis constitui um exemplo. Com efeito, a Sociedade é, actualmente, o maior instalador nacional de pequenas centrais hidroeléctricas (micro e mini centrais) e um dos mais importantes instaladores de parques eólicos.
Em 1995, a Sociedade obteve a certificação de qualidade, segundo a norma EN NP ISO 9002, tendo sido uma das primeiras empresas do sector a consegui-lo. Em 1998 obteve a certificação segundo a norma NP EN ISO 9001 e a certificação ambiental segundo a norma NP EN ISO 14001.
Entre 1989 e 1996, o volume de negócios da Sociedade cresceu a uma taxa média de 16% p. a. Em finais de 1996, face a algumas debilidades que a empresa enfrentava, foi identificada uma oportunidade de crescimento via aquisições. Assim, em Maio de 1997 concretizou-se a aquisição de 100% do capital social da sociedade MARPE – Construções e Instalações Técnicas, SA (MARPE).
A MARPE, em volume de negócios com uma dimensão equivalente à da Sociedade, desenvolvia a sua actividade em sectores complementares e onde se esperava um forte crescimento, nomeadamente os sectores de instalador de gás natural (redes primárias, secundárias e terciárias) e ambiente (estações de tratamento águas residuais).
Por outro lado, foi também identificada como importante a complementaridade ao nível geográfico. As instalações da MARPE situavam-se a sul do rio Tejo, onde a Sociedade enfrentava algumas dificuldades por não dispor de instalações, e poderia beneficiar das instalações da Sociedade a norte.

-
-
o
Nos anos seguintes, a Sociedade foi adquirindo participações maioritárias num conjunto de sociedades, em áreas de negócio complementares e onde se identificam perspectivas de crescimento. As sociedades adquiridas ou constituídas são:
o
2000
Enerluz – Representações e Equipamentos, Lda.
Ormazabal & Jayme da Costa, SAo

2004
Sociedade de Desenvolvimento da Quinta da Achada, SAo

Essas sociedades beneficiavam de um conjunto de infra-estruturas e equipamentos detidos e serviços prestados pela Sociedade, nomeadamente:
Gestão financeira;
Contabilidade geral e analítica;
Recursos humanos;
Serviços administrativos;
Informática;
Garantia de qualidade;
Logística e armazém; e
Procuradoria.

Fruto desta estratégia de expansão, no final de 2007, cerca de 60% do volume de negócios consolidado era gerado pelas participadas da Sociedade. A crescente importância das participadas e as exigências de coordenação e articulação entre as várias sociedades, face às potenciais sinergias comerciais, por exemplo através de ofertas de serviços e equipamentos integradas, exigiram a adopção de um novo modelo de organização e gestão.
Em Dezembro de 2007 operacionalizou-se uma operação de cisão simples, e teve lugar através do destaque das participações nas sociedades atrás mencionadas, com as quais foi constituída uma nova sociedade, Jayme da Costa – Sociedade Gestora de Participações Sociais S.A. – da qual ficaram a ser sócios os accionistas da Sociedade, tendo como objecto exclusivo a gestão de participações sociais.
No contexto macro- e micro-económico da altura, de acrescida concorrência e pressão sobre os preços de venda, assumia particular importância a diferenciação dos produtos e serviços e, simultaneamente, a eficiência operacional. A diferenciação de produtos e serviços pretendia-se, com aquela operação de cisão, resultasse da melhor articulação comercial entre as várias empresas, nomeadamente através da oferta de serviços e equipamentos integradas e que respondessem, da forma mais abrangente, às necessidades do mercado, e do ganho de dimensão crítica para desenvolver a estratégia de internacionalização, só possível se encarada de forma conjunta para as várias sociedades.
A eficiência operacional surgiria, do aprofundamento da partilha de recursos comuns às várias empresas, decorrendo daí economias de escala, a uniformização de procedimentos e as sinergias financeiras, nomeadamente na negociação e obtenção de financiamentos.
Por último, com esta operação de cisão simples pretendeu-se alcançar ainda uma maior clareza e transparência nos resultados e desempenho das várias áreas de actividade. Objectivo fundamental para uma gestão por objectivos, baseada no mérito e que permita detectar com maior eficácia os problemas existentes.
Após esta operação de cisão o Grupo Jayme da Costa prosseguiu a sua estratégia de expansão e internacionalização através da constituição de mais duas filiais. Em Maio de 2008 foi constituída a empresa Jayme da Costa – Engenharia e Sistemas Lda, com sede em Luanda – Angola. Em Abril de 2009 foi constituída a sociedade Jayme da Costa Energie SARL Unipersonnelle, com sede em Paris – França.


-
o


Actualmente o Grupo Jayme da Costa desenvolve a sua actividade através das seguintes áreas e empresas
Jayme da CostaMecânica e Electricidade, SA (Jayme da Costa – ME)
Energia e Instalações Eléctricas (EIE), que consiste no projecto, desenho e montagem de instalações eléctricas até 72,5 kV, nomeadamente centrais hidroeléctricas, co-gerações, parques eólicos, subestações, postos de transformação e instalações industriais;
Aparelhagem e Equipamento (AE), que consiste na concepção, fabrico e comercialização de aparelhagem de média e baixa tensão.
o
Marpe – Construções e Instalações Técnicas, SA (Marpe)
Instalações Técnicas Especiais (ITE), que consiste no projecto, desenho e montagem de instalações técnicas especiais, incluindo montagens eléctricas e mecânicas, instrumentação, telecomunicações, manutenção e reparações;
Infra-estruturas Gerais (IG), que consiste em infra-estruturas urbanas e rurais, nomeadamente, rede eléctricas, canalizações, condutas, arranjos exteriores, movimentação de terras, comunicações, redes de gás, etc.
o
Enerluz Representações e Equipamentos, Lda. (Enerluz)
Montagem e comercialização de armários de distribuição de energia e telecomunicações de utilização urbana.
o
o
MCV – Marpe Cabo Verde, SA (MCV)
Desenvolve as actividades do Grupo Jayme da Costa em Cabo Verde, nomeadamente trabalhos de infra-estruturas e construção civil;
o
Jayme da Costa Engenharia & Sistemas Lda (Jayme da Costa Angola)
Desenvolve as actividades do Grupo Jayme da Costa em Angola, nomeadamente elaboração de projectos, desenho e montagem de instalações eléctricas, mecânica e outras instalações técnicas especiais, concepção, fabrico e comercialização de aparelhagem de média e baixa tensão, edificação de infra-estruturas urbanas e rurais, nomeadamente redes eléctricas, águas e saneamento, arranjos exteriores, movimentação de terras, comunicações e redes de gás e construção civil.
o
Jayme da Costa Energie SARL Unipersonnelle (Jayme da Costa França)
Desenvolve as actividades do Grupo Jayme da costa em França no âmbito das energias renováveis nomeadamente fotovoltaica e eólica